Sofrer como cristão, ou como malfeitor?
O apóstolo Pedro ensinou que, ao sermos criticados por seguirmos a Cristo, somos abençoados, pois o Espírito de Deus repousa sobre nós (1 Pedro 4.14-15). No entanto, ele também advertiu para que ninguém sofra como malfeitor.
Cresce no mundo o ódio aos cristãos, pois muitos não conseguem discernir entre o santo e o profano e acabam por generalizar e odiar a todos. (Mafra, Samuel. Igreja: Respostas Sinceras. Edição do Kindle).
Líderes, Vigiem!
Em especial, para aqueles que exercem liderança na igreja, o cuidado ao lidar com o sexo oposto se torna uma necessidade constante para evitar quedas que manchem o testemunho cristão.
A vigilância é uma responsabilidade inegociável para todos os cristãos, especialmente pastores e líderes eclesiásticos.
Aconteceu…
Em um exemplo, uma mulher, ao sair de casa para ir ao templo, sempre ouvia palavras de ofensa do seu marido. Um dia, essa mesma mulher, para se vingar do seu marido, adulterou com o pastor, que envergonhado, entregou o templo ao ministério. Esse líder, conhecido por orar no monte, tinha o dom de curar, expulsava demônios e sua esposa vivia em oração diária no círculo de oração.
Esta situação traz uma lição importante: dons espirituais e dedicação não substituem a vigilância diária e o cuidado em manter um relacionamento saudável, em especial com o cônjuge.
Pastor, homem
O pastor não é um super-herói, mas um homem comum, sujeito às mesmas tentações. Precisa vigiar diariamente, ter cuidado no tratamento com o sexo oposto e nunca deixar de namorar sua esposa. Muitos querem se dar ao luxo de “fazer a obra de Deus”, mas não cuidam de seu corpo, da saúde conjugal, mental, familiar e acabam por ganhar o mundo e se perder. Atualmente, muitos líderes eclesiásticos afrouxaram-se, apagando o Espírito Santo de suas vidas, não mais sendo convencidos ao arrependimento, causando escândalos à igreja, ao banalizar o evangelho da graça de Deus.
Os escândalos
Quem denuncia o pecado, como fez o profeta Natã ao confrontar o rei Davi (2 Samuel 12.13), não é o responsável pelo escândalo, mas sim aquele que o comete. Em vez de encobrir os pecados, o caminho bíblico é o arrependimento e a confissão. Davi reconheceu seu erro e buscou o perdão de Deus (Salmos 51.1-4), mostrando que, mesmo em momentos de fraqueza, a restauração é possível para aqueles que sinceramente se arrependem.
Então Davi disse a Natã: “Pequei contra o Senhor!” E Natã respondeu: “O Senhor perdoou o seu pecado. Você não morrerá” (2 Samuel 12.13). Davi orou:
Tem misericórdia de mim, ó Deus, por teu amor; por tua grande compaixão apaga as minhas transgressões. Lava-me de toda a minha culpa e purifica-me do meu pecado. Pois eu mesmo reconheço as minhas transgressões, e o meu pecado sempre me persegue. Contra ti, só contra ti, pequei e fiz o que tu reprovas, de modo que justa é a tua sentença e tens razão em condenar-me. (Salmos 51.1-4)
Conclusão
Em tempos de tanta distração e tentação, a chave para evitar o pecado é a vigilância constante. A Palavra de Deus adverte que “quem esconde os seus pecados, não prospera, mas quem os confessa e os abandona encontra misericórdia” (Provérbios 28.13). Que cada líder, pastor e cristão compreenda a importância de proteger seu casamento e sua saúde mental e espiritual. Ao buscar a Deus em oração, manter a vigilância e valorizar o relacionamento com o cônjuge, podemos evitar quedas que comprometem o testemunho da fé. Que todos possamos ser exemplos vivos da graça, refletindo o amor e a santidade de Cristo, sem endurecer o coração, e preservando a honra de Deus e da Igreja.
Muito forte e verdadeiro esse texto!
ResponderExcluirMuito forte essa palavra muito verdadeira !
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